Arquivo de Agosto, 2009

QUEM REALMENTE PODE SALVAR

Posted: 11/08/2009 in Devocional

E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos. (Atos 4:12).

JESUS NA CRUZ

Os líderes do povo haviam atingido o objetivo deles: crucificaram a Jesus. Agora Ele não poderia mais enganar as multidões, pensavam. Então chegaram as notícias do túmulo vazio. Esse problema não poderia ser resolvido com suborno? Leia Mateus 28:2-4 e 11-15 para descobrir!

Os líderes da nação não seriam deixados em paz. Os discípulos que tinham fugido amedrontados quando Jesus foi preso agora proclamavam corajosamente Sua ressurreição. Apenas algumas semanas mais tarde, cinco mil homens já tinham se convertido ao Senhor ressurreto. Pedro e João, essas testemunhas intrépidas, foram trazidos à presença dos líderes e escribas, que ficaram face a face com o evangelho. Ali Pedro falou as palavras do versículo de hoje (Atos 4:12).

Ele deixa bem claro que: 1) Salvação somente pode ser obtida através de Jesus Cristo; 2) Isso não era idéia de fanáticos religiosos sectários: o único Deus verdadeiro que revelou a Si mesmo em Jesus Cristo, o tinha designado para cumprir esse propósito; 3) Temos de ser salvos pela Pessoa que carrega este Nome. Todos os que servem a outros nomes estão perdidos e precisam de salvação. Essas palavras nos apontam a ordem de salvação por meio de Jesus Cristo; essas são as boas novas para todos os que as aceitam.

Qualquer pessoa pode ser salva; se tão somente quiser e aceitar pela fé a oferta de Deus em Jesus Cristo.

“Os anos de vida de Matusalém equivalem ao nosso ano de 365 dias.

matusalem

Viveu Matusalém 969 anos de 365 dias?”

(Carla Sofia, Contagem MG)

Precisamos dividir a presente pergunta em três. Primeira, se os anos antigos eram contados da mesma forma que em nossos dias. Segunda, se Matusalém viveu realmente 969 anos de 365 dias. E a terceira, que se deduz das anteriores, se os anos antigos correspondiam aos 365 dias modernos. A resposta a cada pergunta afeta diretamente a outra. Vejamos a história de nosso calendário e os desdobramos pertinentes a querela.

A história do calendário moderno está relacionada intrinsecamente ao romano, desde os idos de 735 a.C. O calendário latino era baseado no ciclo lunar e possuía 304 dias, divididos em 10 meses, seis com 30 dias e quatro com 31, com semanas que duravam 8 dias e, depois de 321 d.C., passaram a 7 dias. A partir do governo de Juliano, o calendário deixou de basear-se no ciclo lunar para basear-se no ciclo solar, constando de 365 dias e seis horas. A cada quatro anos, o calendário Juliano somava as seis horas não computadas nos 365 dias (6×4=24), estabelecendo mais 24 horas ou 1 dia e, conseqüentemente, o ano bissexto. Muito tempo depois, no século 16, o papa Gregório 13 estabeleceu o calendário gregoriano ou moderno, com base na descoberta de que não havia 365 dias e seis horas no ciclo solar, mas 365 dias, cinco horas, 49 minutos e 16 segundos. Atualmente, os astrônomos admitem que o ano tem, na verdade, 365 dias, cinco horas, 48 minutos e 46,04 segundos. Portanto, o calendário de 365 dias não corresponderia aos idos pré-diluvianos, pois se trata de observações modernas demais para aqueles dias.

Todavia, os egípcios, já em 4000 a.C, possuíam um calendário solar de 360 dias (calendário sótico), e acrescentavam aos 360 mais cinco dias, chamados de epagômenos. No final de quatro anos, com o surgimento da estrela Sirius, antes do ocaso do Sol, os egípcios atrasavam o calendário em cerca de um dia ou 24 horas. Alguns estudiosos, baseados nas descobertas mais recentes a respeito dos egípcios e babilônicos, admitem que o calendário de 360 a 365 dias não era impossível, uma vez que o narrador conhecia provavelmente o calendário egípcio e que vários astrônomos da antiguidade adotaram esse calendário, inclusive os romanos. Esta representa a minha posição.

Agora, a segunda pergunta. Certos críticos admitem que os anos correspondentes a Gênesis 5 sejam baseados nos ciclos lunares ou revolução sinódica (intervalo de tempo que separa as duas fases idênticas da lua, cerca de 29 dias, 12 horas e 44 minutos). Assim, um ano corresponderia a um mês e, para outros, de um a três meses. Logo, Matusalém teria tido entre 78 a 81 anos em vez de 969 anos (dividindo-se os anos por uma das variáveis de um a três). Porém, tal argumento não procede, porque aplicando-se o mesmo cálculo a Enoque, pai de Matusalém, ele teria gerado o seu filho longevo com  idade que variaria entre 5 e 8 anos, e Sete teria gerado Enos com 8 ou 11 anos. Há outras teorias igualmente inconsistentes. Logo, entendemos o texto literalmente, assim como faz vários biblistas. Matusalém viveu a idade que a Bíblia diz, segundo, provavelmente, o calendário egípcio. Se não for assim, não existe razão para que o tempo de vida do homem fosse reduzido para 120 anos em Gênesis 6.3 e 80 anos em Salmos 90.10. Devemos acrescentar que o propósito do hagiógrafo é registrar a longevidade da linhagem piedosa, em contraste com a linhagem impiedosa de Caim.

Esdras Bentho, pastor, pedagogo e teólogo. Autor do livro Hermenêutica fácil e descomplicada (CPAD). Blog: www.teologiaegraca.blogspot.com. 

Extraído do Mensageiro da Paz, Agosto 2009.