Teodoro de Beza

Posted: 16/06/2009 in Quem foi?!?

 teodoro

Théodore de Beze, conhecido entre os protestantes de fala portuguesa como Teodoro de Beza, foi um dos grandes heróis da Reforma Protestante. Teólogo francês, foi sucessor de João Calvino em Genebra. Ele nasceu em Vezelay, França, em 1519. Notabilizou-se em seus estudos naquele país, tendo inclusive lançado algumas obras de poesia em latim, tais como Juvenilia, de 1548. Por essa obra, Beza foi considerado um dos melhores escritores de poesia latina de sua época.

Convertidos a Cristo em 1548, ele e sua esposa Claudine resolveram deixar o círculo literário de Paris para se dedicar à causa da Reforma Protestante. Dirigiram-se, então, a Genebra, onde foram bem-recebidos pelo reformador João Calvino. Em 1549, Beza era professor de grego em Genebra. Com a morte de Calvino em 1564, Beza, já um professor e teólogo consagrado, dedicou-se a sua publicação da Bíblia em grego, tendo publicado em vida nove edições do Novo Testamento.

Uma edição póstuma, a décima, foi publicada em 1611. A mais famosa I edição publicada por Beza é a de 1582, em que ele incluiu alguns textos do Códice Beza e do Códice Claromontano.

Suas edições popularizaram o Textus Receptus. Os tradutores da versão do rei Tiago usaram as edições de Beza de 1588 e 1589.

Mas, Beza não ficou conhecido apenas pelas edições em grego do Novo Testamento. Ele também é o autor da conhecida peça teatral Abraão sacrificando, que escreveu em 1552, aos 33 anos. Esta famosa peça, que contrasta o catolicismo e o protestantismo, tem como personagens Abraão, Sara, Isaque, o Diabo, um anjo e um grupo de pastores, é considerada até hoje um dos mais belos trabalhos do tipo, no qual, segundo expressam especialistas, “se aliam admiravelmente força, graça, singeleza e eloquência”.

Outro grande destaque é sua obra de filosofia política, considerada um clássico: Do direito dos magistrados sobre seus sujeitos. Nela, Beza apresenta os argumentos da licitude para se responder às tiranias de seu tempo com “remédios justos” (termo criado e consagrado por ele), privilegiando não a luta armada, mas os instrumentos institucionais, previstos nas leis fundamentais de um reino. Escreveu muitas outras obras teológicas e filosóficas, mas destacou-se também pela vida de piedade. Seus historiadores afirmam que aliava intelectualidade e espiritualidade. Esse equilíbrio é um grande exemplo para nós hoje.

 Revista Ensinador Cristão nº 39 pág. 17

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